
Para especialistas em TI, a oportunidade de se reunir com outros técnicos é sempre um crescimento. Visando isso, a Intersystems promove no próximo dia 16 de setembro o Simpósio 2010, no Grand Hyatt São Paulo, reunindo nomes como Carlos Eduardo Kühl Nogueira, responsável pelas operações da InterSystems na América Latina e Max Gehringer, administrador de empresas conhecido por artigos em revistas, programas de rádio e de TV.
Os diversos temas que serão tratados no Simpósio serão divididos em sessões específicas. Para a área de Tecnologia, temas como Segurança em serviços de Web e cases de sistemas como Caché, Ensemble e DeepSee. Na área de saúde, além de palestras sobre Saúde Conectada na Atenção Básica, os participantes poderão acompanhar o Case do Hospital Albert Einstein.
O Simpósio 2010 traz uma novidade: o Partner Pavilion, um espaço criado exclusivamente para networking. Sob um ambiente informal, técnicos poderão conhecer parceiros da InterSystems e buscar informações sobre diversos produtos e serviços inovadores.
As condições do Simpósio 2010 foram pensadas para facilitar ao máximo a sua participação: o hotel situa-se ao lado de dois shoppings, Morumbi e Market Place. O local, a 15 minutos do aeroporto de Congonhas, concentra um bom número de hotéis de qualidade.
As inscrições têm o valor de R$ 200,00 por participante e incluem material, alimentação e estacionamento. Para se inscrever e saber todos os detalhes do Simpósio, basta acessar o site www.intersystems.com.br/simposio2010.
As paisagens e belezas naturais do país, somadas a passeios e lazer, são os principais motivos que trazem estrangeiros ao Brasil. Porém, desde 2004, temos atraído turistas de outros países por outro motivo: a saúde. Nos últimos três anos, mais de 200 mil pessoas vieram ao Brasil em busca de tratamentos e cirurgias.
Conhecido como turismo médico, esse tipo de viagem movimentou cerca de US$ 60 bilhões ao redor do mundo, só em 2009. Nosso país ganha destaque no turismo médico pois, atualmente, é considerado um importante centro de referência internacional, em relação a pesquisas clínicas e estudos médicos. Inclusive, apresenta uma das medicinas mais respeitadas por especialistas no exterior, principalmente nas áreas de:
- Cirurgia plástica
- Cirurgia bariátrica (redução do estômago)
- Tratamentos odontológicos
- Cardiologia
- Oncologia
- Ortopedia
- Fertilização
- Dermatologia
- Transplante capilar
- Medicina esportiva
- Procedimentos de reabilitação
- Check-ups completos
A alta qualidade dos hospitais e equipes médicas são outro fator importantíssimo nesse crescimento, já que contam, inclusive, com certificações internacionais, que avaliam instituições médicas sob os mais rigorosos padrões de qualidade e segurança.
Além disso, os preços dos procedimentos no Brasil são muito mais competitivos do que na Europa ou mesmo dos Estados Unidos. Para se ter uma idéia, cirurgias cardíacas custam em média US$ 150 mil nos Estados Unidos. No Brasil, podem ser realizadas por menos de 50% deste valor, com a vantagem de contar com um serviço hospitalar de alto nível.
Essa economia é o que tem impulsionado cada vez mais esse tipo de turismo no Brasil. Aproveitando o cenário favorável, a InterSystems participará do primeiro evento internacional de Turismo Médico do Brasil, o Medical Travel Meeting Brazil.
Com intuito de gerar oportunidades de negócios para operadoras de saúde, agentes, brokers e facilitadores internacionais, o evento apresenta aos participantes a excelência da medicina brasileira e de seus hospitais e discutirá os próximos passos dessa indústria no país.
O Medical Travel Meeting Brazil será sediado em São Paulo e acontece entre os dias 25 e 28 de agosto. O evento conta com exposições, palestras e rodas de discussão. Para saber mais sobre a programação e como se inscrever para o evento acesse: http://www.medicaltravelmeetingbrazil.com.
Medical Travel Meeting Brazil
25 a 28 de agosto
Hotel Grand Hyatt – São Paulo
Avenida das Nações Unidas, nº 13.301
Site oficial: http://www.medicaltravelmeetingbrazil.com
Twitter: http://twitter.com/mtmbrazil
Os Ambulatórios Médicos de Especialidades, ou simplesmente AMEs, são os lugares que concentram equipes multidisciplinares de saúde, oferecendo tratamento rápido e especializado, que vai desde consultas com especialistas não disponíveis na rede básica, até exames e diagnósticos avançados. As AMEs funcionam com a proposta de desafogar a concentração de pacientes em hospitais secundários e terciários de uma determinada área, melhorando o atendimento à população.
Com médicos, especialistas e demais profissionais de saúde em um mesmo local, essas unidades podem oferecer um tratamento ambulatorial completo, com um só agendamento, diferente de um ambulatório comum. É o que explica o Dr. Raimundo Nonato B. Cardoso, médico e assessor clínico da InterSystems. “Algumas AMEs oferecem inclusive cirurgias de porte ambulatorial, além de exames invasivos”.
Ao chegar a uma AME no dia de sua consulta, com hora marcada, o paciente sente-se acolhido ao ver que a recepcionista já tem acesso à sua ficha. Isso acontece graças ao Registro Eletrônico de Saúde, um benefício que agiliza os procedimentos. “Ao chegar ao consultório, o médico tem acesso imediato ao prontuário único do paciente, contendo toda sua informação clínica, demográfica e administrativa. Isso inclui diagnósticos anteriores, exames laboratoriais e de imagem, pareceres e atendimentos dos diversos profissionais de saúde, além de procedimentos realizados no âmbito hospitalar e/ou ambulatorial”, explica o Dr. Raimundo Nonato. De forma imediata, esse atendimento é registrado online e fica disponível por tempo indeterminado, para todos os profissionais de saúde, em qualquer ponto de atenção à saúde na rede.
Essas e outras facilidades das AMEs serão explicadas pelo Dr. Raimundo Nonato, em sua palestra durante o SECOP 2010, na próxima quinta-feira. Citando as experiências da Secretária de Estado de Saúde do Distrito Federal e das AMEs da região de Campinas (SP), a palestra Saúde Conectada na Atenção Básica e Especialidades destacará o papel da tecnologia da informação e dos sistemas integrados de gestão de redes de saúde, dentre outros assuntos.O 38º Seminário Nacional de TIC para a Gestão Pública acontece em Fortaleza (CE), nos dias 18, 19 e 20 de agosto. Saiba mais no site do evento e inscreva-se. As inscrições podem ser individuais ou em grupo.
De 18 a 20 de agosto, Fortaleza será sede do Seminário Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação para Gestão Pública (SECOP), o maior evento brasileiro de informática para gestão pública. Com foco na tecnologia da informação no aperfeiçoamento da gestão pública e do atendimento ao cidadão, o evento, que está em sua 38ª edição, é direcionado para profissionais do setor público e privado, além de pesquisadores das áreas de desenvolvimento, tecnologia, informática e sistemas de informações.
Serão discutidas modelos de informatização, oportunidades geradas com os novos serviços digitais, além de palestras, oficinas e apresentação de cases e mesas redondas. O evento também terá espaço para a tecnologia no setor da saúde, o palestrante Raimundo Nonato, da Intersystems, falará sobre a Saúde Conectada na Atenção Básica e Especialidades, na quinta feira (19).
Abordando os mais diversos temas, o seminário contará com a participação de 700 profissionais e especialistas de todo o mundo. Para conhecer mais sobre o evento e sua programação acesse: http://www.secop2010.ce.gov.br.

Os meses que antecedem as eleições são tão importantes quanto a própria decisão de escolher seu candidato na urna eletrônica. Juntamente com a população, órgãos e entidades do setor de Saúde podem avaliar as propostas apresentadas, além de discutir os caminhos sugeridos e debater amplamente o que é melhor, tanto para a iniciativa privada, como para o sistema público.
A ideia é apresentar uma listagem completa das propostas, para a área de Saúde, de todos os candidatos à presidência. Dessa forma, criar a base para uma discussão sobre os caminhos do setor no país, mostrando que é possível fazer mais e melhor, unindo forças do sistema privado, público e governo. Além disso, não deixa de ser uma compilação específica, em tabela, dos principais pontos a serem debatidos, o que acaba sendo do interesse de toda a população e da própria cadeia de serviços.
Veja abaixo as principais propostas dos presidenciáveis para a área de saúde.
| Dilma Rousseff (PT) | José Serra (PSDB) | Marina Silva (PV) | Eymael (PSDC) | Zé Maria (PSTU) | |
| Emenda constitucional 29 | Promete regulamentar a emenda constitucional 29 | Promete regulamentar a emenda constitucional 29 | Promete regulamentar a emenda constitucional 29 | Promete regulamentar a emenda constitucional 29 | |
| Sobre legalização |
Diz ser contra descriminalização das drogas e defende necessidade de parceria ampla, entre União, estados e municípios, para reforçar o policiamento de fronteiras a fim de combater o tráfico de drogas e de contrabando nas fronteiras |
Diz ser contra a descriminalização da maconha e a liberação de drogas. Defende que o governo deve fazer forte repressão ao tráfico e entender que este não é mais um problema dos estados, mas sim Federal. | Diz ser contra descriminalizar drogas, porém o PV defende a legalização como forma de combate ao crime organizado. Além disso, propõe um plebiscito para que seja analisada a vontade do povo | Diz ser contra a legalização das drogas e que cabe ao Exército, à Marinha e à Aeronáutica, a competência para proteger as fronteiras a fim de combater o tráfico de drogas. | Defende legalização das drogas como forma de desmontar o crime organizado |
| Tratamento a usuários de drogas |
Promover ampla mobilização institucional e da sociedade para combater o consumo de drogas, sobretudo na juventude |
Promete financiar internações de dependentes químicos em clínicas especializadas ou comunidades terapêuticas pelo SUS, o Sistema Único de Saúde, além da criação de clínicas especializadas no tratamento de dependentes. | Promete intensificar tratamento de usuários de drogas | Tratamento do vício em drogas como uma questão de saúde pública e não apenas com políticas de repressão aos entorpecentes | |
| Para gestantes |
Assistência especial às gestantes e acabar com as longas filas para marcação de consultas e exames médicos. Propõe oprojeto Mãe Brasileira,para garantir às gestantes condições para que façam, pelo menos, seis exames médicos antes e depois do parto. Prometeu também Hospital para grávidas no Rio de Janeiro. |
Instituição e qualificação dos programas de atenção à mulher, à gestante, à criança, ao índio, ao negro e a outros públicos que demandam cuidados específicos; |
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| Verba para saúde | Promete aumentar recursos públicos para o setor de saúde | Ampliar o investimento feito pelo Ministério da Saúde para R$ 10 bilhões em quatro anos | Compromete-se com verba para a saúde | ||
| Aborto | É contra alterações na atual legislação que regula o aborto. |
Diz ser contra liberar o aborto ou mexer na legislação. | Declarou ser pessoalmente contra o aborto, mas que, se eleita, faria um plebiscito para decidir sobre a sua legalização ou manutenção da criminalização | ||
| Para Terceira Idade | Defende que aposentados com rendimentos de até três salários mínimos tenham um aumento maior do que o já concedido pelo governo. | Apóia o aumento da aposentadoria e diz ser favorável a reposições das aposentadorias ao longo do tempo. |
Promete atualizar a questão da aposentadoria em função da longevidade das pessoas |
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Promete ampliar a variedade de medicamentos com descontos subsidiados pelo Governo Federal. |
Prometeu criar uma cesta com cerca de 80 remédios que seriam distribuídos gratuitamente pelos municípios, além de manter os programas de acesso a medicamentos mais baratos. | Garantiu que os programas de acesso a medicamentos mais baratos ou gratuitos serão mantidos e ampliados. | |||
| Infra-estrutura e outros |
Promete ressarcir o SUS por atendimentos públicos dispensados aos usuários de planos e seguros de saúde e fortalecer o monitoramento, avaliação, controle e regulação do setor. Comprometeu-se com a regionalização da saúde pelo SUS de acordo com as peculiaridades de cada localidade |
Promete construir 154 AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) em todo o Brasil, com capacidade para realizar 27 milhões de consultas e 63 milhões de exames por ano". Promete Centro Médico ao Estado de Pernambuco. |
Propõe garantir financiamento estável para o SUS (Sistema Único de Saúde), ampliar prevenção e promoção à Saúde, valorizar o profissional da área e estabelecer parâmetros e indicadores que possibilitem o aprimoramento das políticas de Saúde e de qualidade de vida da população. | Garante um sistema único de saúde | |
| Saúde em geral |
Aprimorar a eficácia do sistema de saúde, garantindo mais recursos para o SUS, reforçando as redes de atenção à saúde e unificando as ações entre os diferentes níveis de governo; dedicando uma atenção ainda maior aos hospitais públicos e conveniados, as novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), ao SAMU e a programas como o Saúde da Família, o Brasil Sorridente e a Farmácia Popular. |
Diz que vai criar “PAC da saúde”, um “Programa de Aceleração da Saúde” que diz ter deixado de ser acelerada. Além de amenizar o problema das filas nas unidades de saúde, o intuito é criar unidades especiais só para consultas e exames. |
Coloca a questão ambiental como causadora de problemas e saúde. Diz que,segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 24% das doenças e 23% das mortes prematuras são fruto de problemas ambientais. E há muito se reconhece o impacto na saúde pública das chamadas doenças de veiculação hídrica, decorrentes da poluição dos cursos d’água, sobretudo pela falta de saneamento básico e mau uso do solo. | Ampliação e o· aprimoramento do Programa Saúde da Família para promover a educação para a saúde, a adoção de medidas de atuação preventiva e a configuração do programa como principal porta de acesso ao Sistema Único de Saúde; | |
| SUS |
Promete melhorar a gestão dos serviços do SUS por meio de novos métodos e tecnologias, principalmente para as unidades públicas de saúde; |
Quer que o SUS trate de dependentes químicos e de álcool. |
Promete mais verbas para o SUS, garantindo financiamento estável para o SUS (Sistema Único de Saúde), ampliar prevenção e promoção à Saúde. | Instituição de programas de atuação preventiva em saúde; | |
| Recursos Humanos e outros |
Pretende atender plenamente às necessidades qualitativas e quantitativas de recursos humanos do setor de saúde no Brasil, inclusive com a ampliação do aparelho formador; | Irá investir num Curso de Treinamento para formar 300 mil técnicos de enfermagem. | Defende a ampliação dos investimentos no setor, além de um aumento nas equipes de atendimento. | Instituição de política nacional de combate ao sofrimento psíquico e emocional gerado por atividades laborais | |
| Direitos trabalhistas | Promete assegurar direitos trabalhistas e previdenciários aos trabalhadores do setor, reconhecendo as diversidades regionais e implantando novas carreiras estratégicas, em articulação com estados, municípios, com critérios meritocráticos de seleção e de promoção | Propõe medidas para valorizar o profissional da área da Saúde. | |||
| Hospitais |
Quer propiciar financiamento suficiente e estável para hospitais da rede pública e credenciada do SUS |
Prometeu hospital para Mato Grosso e Goiás | |||
| Atendimento |
Promete garantir eqüidade no atendimento prestado pelos hospitais públicos, proibindo-se o credenciamento dessas instituições pelo sistema de planos e seguros de saúde. Pretende ampliar investimentos na qualidade e humanização da prestação de serviço de saúde |
Uma das prioridades é a humanização dos serviços, o acolhimento no tratamento das pessoas. | Com o investimento em mais equipes de atendimento, espera diminuir o tempo de espera no atendimento e na realização de exames | ||
| Outros | Pretende ampliar as equipes de Saúde da Família, as UPA, Salas de Estabilização e o SAMU, garantir a todos os brasileiros a atenção básica e de média complexidade, inclusive emergências | Meta é que em 2015 o indicador de Mortalidade Infantil do Brasil seja de 12%. |
Irá associar aos tratamentos oferecidos pelo SUS serviços como acupuntura e homeopatia. Pretende estabelecer parâmetros e indicadores que possibilitem o aprimoramento das políticas de Saúde e de qualidade de vida da população |
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| Rede de Serviços | Busca articular a rede de prestação da atenção básica com as redes de serviços de atenção secundária e terciária, incluindo o acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento de alta complexidade, e às internações hospitalares | ||||
| Controle Sanitário | Pretende fortalecer o controle sanitário sobre os medicamentos | ||||
| Desenvolvimento | Promete enfatizar a inovação, produção e distribuição nacional de medicamentos, para reduzir a dependência externa |

A National ePrescribing Patient Safety Initiative (NEPSI), uma iniciativa de diferentes organizações de Saúde nos Estados Unidos, está liderando um projeto digno de atenção: uma campanha para que todos os médicos americanos usem um software de prescrição eletrônica, o e-prescribing. Mais do que fazer campanha, a NEPSI passou a oferecer aos seus associados um software de prescrição eletrônica (e-prescribing) gratuito.
A razão por trás da iniciativa são os erros médicos de prescrição, uma discussão de longa data. Mais precisamente, desde 1999, quando o Institute of Medicine (IOM) afirmou que morrem, anualmente, entre 44 mil a 98 mil americanos devido a erros médicos e 7 mil devido a erros de medicação. Já naquela época começaram os estudos para oferecer soluções à questão e as prescrições eletrônicas são consideradas fator contribuinte para a segurança de pacientes hospitalizados, além de evitar erros provocados pela ilegibilidade da receita e de dosagem.
Na Inglaterra, um estudo identificou que 15% das prescrições apresentam um ou mais erros. Outros estudos apontam os efeitos adversos provocados pela prescrição errônea. O Winterstein et AL, em 2004, mostrou que 72% dos erros de medicação acontecem na prescrição, seguidos pela administração (15%), dispensação (7%) e transcrição (6%).
E-prescribing na realidade brasileira
No Brasil, poucos são os dados sobre o tema, mas quem nunca teve uma ou muitas receitas médicas ilegíveis em mãos?
Se a prescrição fosse eletrônica, com o uso de computador ou palmtop, a mesma seria enviada para a farmácia eletronicamente. Para nós, ainda parece uma realidade do futuro. Mas basta que o Governo, ou uma iniciativa como a da NEPSI nos Estados Unidos, apareça para que o cenário mude rapidamente, pois a tecnologia já está disponível no mercado.
E as vantagens seriam inúmeras. O e-prescribing pode melhorar a eficiência no atendimento, diminuir erros e melhorar a obediência aos formulários de gerenciamento médicos. Além disso, oferece informações importantes de apoio à decisão médica, com opções de escolha de medicamentos, alternativas para um medicamento receitado, possíveis efeitos colaterais, informações sobre a droga que está sendo receitada, alertas sobre erros de dosagem, entre outras informações.
Em uma pesquisa com médicos que usam e-prescribing, de acordo com o blog Informática Médica no PSF, 75% dos médicos indicam que o sistema eletrônico pode diminuir erros, 70% cita aumento de produtividade, 60% indica potencial em diminuir recusas a ajudar paciente a assumir mais responsabilidade, e 50% acredita que pode diminuir o tempo de consulta e o número de pacientes que procuram serviço sem necessidade.
Se as vantagens são tantas, por que ainda não está sendo disseminado com tanta força? As dificuldades parecem estar centradas principalmente nos custos. E é por isso que a iniciativa da NEPSI em oferecer um software gratuito merece tanto destaque. Muito provavelmente, o grupo por trás se responsabiliza pela manutenção do sistema,uma das partes mais importantes e que implica em altos custos.
Atento à qualidade do sistema de saúde de seu país, o Serviço Nacional de Saúde da Escócia (NHS) tem investido na melhoria dos serviços oferecidos aos cidadãos escoceses. Para alcançar esse objetivo, decidiu integrar todo o sistema de saúde do país. Sua mais recente aposta foi a ferramenta Ensemble, em associação ao sistema TrakCare, solução já utilizada no país – ambas ferramentas da InterSystems.
Mas como essas ferramentas serão capazes de integrar um país inteiro?
De acordo com a Better Health, Better Care Action Plan and the eHealth Strategy 2008 – 2011, a Ensemble facilitará a gestão de serviços, uma vez que melhora o fluxo de informações clínicas e não-clinicas entre todos os envolvidos no setor da saúde – hospitais, laboratórios, clínicas, seguradoras e operadoras de assistência médica – trazendo mais eficiência e qualidade aos processos. Consequentemente, beneficiará o paciente escocês, aumentando a segurança no fluxo de seus dados assim como de seus resultados clínicos.
Já o sistema TrakCare, permite maior agilidade no atendimento, além de dar assistência aos profissionais de saúde. Trata-se de um sistema avançado de informação de saúde centrada no paciente. Ou seja, um único prontuário médico eletrônico, que pode ser acessado pelos profissionais de saúde, no ponto de atendimento ao paciente, independentemente do local em que o prontuário tenha sido gerado. Dessa forma, o paciente será atendido em todo território nacional com todas as informações e histórico ao alcance de qualquer médico.
O aprimoramento e a busca pela eficiência nos atendimentos e na qualidade dos serviços prestados poderão tornar a Escócia um exemplo a seguir, inclusive para o Brasil.
E você, o que acha? Diante dos investimentos em saúde na Escócia, acredita ser possível a integração do sistema de saúde em todo o território brasileiro?
Em breve você vai poder dizer apenas seu nome em um hospital da rede pública para ter acesso a um banco de dados completo com seu histórico médico. Todos os seus exames, receitas médicas e demais informações ficarão disponíveis para serem consultados via internet, de qualquer lugar. Isso é, se o projeto de lei PLS 474/08 for aprovado! Ele já está em trâmite no Senado para alterar a Lei nº 8.080, também conhecida como Lei Orgânica da Saúde. Com o projeto aprovado, haverá a implantação de um sistema integrado entre todos os hospitais que atendem pelo SUS.
Enquanto isso não acontece, o primeiro passo para o projeto de lei já está dado: alguns hospitais do país já têm adotado a tecnologia do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), um sistema desenvolvido pela InterSystems, em parceria com médicos e enfermeiras. Com ele, além de melhorar a qualidade do atendimento, o hospital diminui o uso do papel e reduz custos com materiais e medicamentos, tornando a gestão mais eficiente e sustentável. Já são cinco instituições públicas de saúde que contam com o sistema, mais de 7 mil profissionais que o acessam via internet todos os dias, contabilizando 1,7 milhão de prontuários registrados.
O Hospital Regional da Asa Norte, situado em Brasília (DF), foi o mais recente a adotar o PEP, que foi implementado em apenas 75 dias. Desde a última quarta-feira, todos os processos de atendimento no hospital passaram a ser geridos por meio de prontuários eletrônicos, desde a entrada do paciente no hospital até a prescrição feita pelo médico.
O projeto da InterSystems prevê ainda a implementação de prontuários eletrônicos em 17 hospitais e 63 centros de saúde, até maio do ano que vem, levando esse benefício a aproximadamente 2,5 milhões de brasileiros. No futuro, o sistema poderá se estender a farmácias e consultórios. “Conseguimos reduzir em 50% o desperdício de medicamentos e sua má administração”, explica Fernando Vogt, diretor de Negócios em Saúde da InterSystems. Segundo ele, os benefícios do sistema paperless vão além da redução de custos: “Também reduzimos o número de exames realizados sem necessidade pelos pacientes, o que gerou uma boa economia de recursos e tempo”.
Para saber mais sobre o prontuário eletrônico e outros assuntos relacionados é só acompanhar o nosso blog.
O uso da TI no setor da saúde tem gerado benefícios a todos envolvidos – hospitais, clínicas, laboratórios, seguradoras e operadoras de assistência médica – dando maior agilidade, eficiência e qualidade aos processos.
A informatização do setor está em ritmo acelerado devido a entrada do padrão TISS (Troca de Informações de Saúde Suplementar), responsável pela padronização de guias e demonstrativo de pagamentos entre as operadoras de planos de saúde e prestadores de serviço. Esse padrão é uma exigência da ANS (Agência Nacional de Saúde) em concordância com as normas da ABNT no que diz respeito à informatização do setor de saúde.
Em matéria publicada na revista TI Inside, é possível entender como a TI fornece soluções para atendimento de pacientes e auxilia na gestão hospitalar, clínica ou laboratorial, inclusive reduzindo custos.
Para saber mais sobre o assunto, basta visualizar abaixo a matéria na íntegra ou então visitar a página do Saúde Conectada no Scribd, caso esteja vendo esse post por um leitor de feeds.
TI Inside – Prescrição: Use TI na saúde!

A burocracia toma mais de um terço do tempo de médicos durante o período de atendimento, mais precisamente 39% das horas. Esse foi o resultado de uma pesquisa divulgada recentemente pelo The New York Times, na matéria Doctors and Patients, lost in paperworks. A pesquisa concluiu que se não houvesse a burocracia, os pacientes poderiam ter 40% a mais de tempo com o médico para investigações mais completas.
Outra pesquisa, citada pela mesma reportagem, aponta o aumento da burocratização entre residentes de medicina. Nesse caso, os dados indicam que estudantes perdem duas vezes mais tempo com documentação atualmente do que duas décadas atrás.
Os indicativos são um convite para a reflexão sobre os processos e o cotidiano da área médica. Será que não podemos eliminar boa parte da burocracia para que os médicos dediquem um tempo maior no que realmente nos interessa, a saúde do paciente?
Esse tempo perdido fica ainda mais complexo quando estamos lidando com as necessidades de documentações exigidas pelos diferentes planos de saúde. Diariamente, inúmeros pedidos de exames ainda são negados ou têm que retornar para o médico por erro ou falta de preenchimento.
Essa dificuldade e muitas outras vêm sendo vencidas pelo uso de tecnologias de informação pelos médicos. Hoje, por exemplo, a internet oferece possibilidades muito maiores de aprendizado aos estudantes. A base de dados da MEDLINE, mantida pela Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA, possui nada menos que 19 milhões de referências bibliográficas, com resumos, desde 1970, disponíveis online.
A solução
O registro eletrônico de informações médicas sobre os pacientes, feitos internacionalmente de forma unificada e integrada a hospitais, laboratórios e consultórios parece ser a melhor solução, o que não elimina as dificuldades para implantação. A reportagem da Revista Informática Médica esclarece pontos importantes sobre as dificuldades de uso do registro eletrônico. O principal é cultural, depois vem a necessidade de padronização e unificação dos sistemas:
“(…) para substituir inteiramente o papel pelo computador é preciso ocorrer uma verdadeira revolução cultural no ambiente profissional e na cabeça dos médicos e enfermeiros, que devem ser usuários diretos do computador e responsáveis pela informação que será colocada maciçamente lá dentro.”
Outro problema é a necessidade de uma linguagem padronizada universalmente. No Brasil há alguns movimentos para isso, mas não é o suficiente. Por isso, sistemas com o intuito de informatizar a linguagem da Medicina têm surgido nos EUA e na Europa. A reportagem aprofunda-se mais ainda no cenário atual:
“Geralmente, as diferentes empresas e instituições desenvolvem os seus próprios sistemas, ou compram sistemas incompatíveis entre si no mercado, e eles não se comunicam, dificultando a formação de redes de saúde. Por isso, está em andamento um esforço grande de conseguir uma linguagem comum entre os sistemas.”
Muitos fatores demonstram as vantagens do uso da tecnologia na área de saúde e a globalização torna necessária a criação de padrões internacionais para uma unificação de sistemas em todo mundo. Não há dúvidas que vamos chegar ao ponto em que as redes de comunicação farão parte do dia a dia do médico, assim como o estetoscópio. O que ainda não se sabe é quando e como se dará esse processo. O movimento de quem se preocupa com isso tem sido nessa direção, de sugerir caminhos.



















