O conceito de “comunidades” vem revolucionando mercados, relacionamentos interpessoais e o consumo de produtos, mas talvez ainda não tenha feito tudo o que pode pela saúde da sociedade.
No Brasil, vivemos um paradoxo entre a adoção de padrões modernos de gestão e a escassez de recursos. A boa notícia é que o foco tem sido o bem estar do paciente. Ao menos, o mercado hoje tem a certeza de que não é razoável deixar de pensar no paciente nesses processos.
Nesse sentido, o País tem avançado, mas ainda de uma maneira errada, pensando em unidades operando isoladamente. Por exemplo, quando falamos de atendimento ambulatorial, já existem exemplos locais de adoção de padrões, como o Protocolo de Manchester, ligados à triagem médica com o objetivo de racionalizar o atendimento e conter gastos. Porém, a adoção de um padrão como esse por apenas uma unidade em determinando centro geográfico ou zona urbana trará pouco beneficio para a sociedade em sua volta.
No documento a seguir temos o exemplo da Kaiser Permanente Health Plan Inc., que incluiu a solução Caché da Intersystems como uma das ferramentas utilizadas para a automatização de seu sistema (texto em inglês):
O Hospital São Vicente de Paulo foi o primeiro no Brasil a disponibilizar certificações digitais por meio de uma solução Intersystems. Saiba mais:
Quanto ao prontuário eletrônico utilizado através da solução Trackcare, o Hospital Português foi o primeiro hospital do Brasil com adesão de 100% do corpo clínico:
Segundo o KLAS, líder de pesquisa focado em tecnologia de informação para a área de saúde, o Ensemble foi classificado em 2006 como a Ferramenta de Interface número 1 do segmento. Saiba um pouco mais no documento abaixo:
A seguir, você poderá acompanhar os melhores casos de sucesso desenvolvidos com Caché e Esemble, em organizações que tiveram melhoria na qualidade, eficiência e na segurança do serviço de saúde. Tudo isso acompanhado pela diminuição dos custos.
Por maior que tenha sido o progresso da medicina no que diz respeito ao uso da informática no diagnóstico e no atendimento médico, ainda hoje existe uma enorme desorganização das informações armazenadas, com perdas para todos. Em um brilhante ensaio denominado “Informação e Informática em Saúde: caleidoscópio contemporâneo da saúde“, as doutoras Ilara Hämmerli Sozzi de Moraes e Maria Nélida González de Gómez, da Fiocruz, expressam seu ponto de vista: “Há uma aparente aproximação de discursos ao se referir à informação e informática em saúde; no entanto, suas práticas são díspares e desconexas, com pouca clareza sobre o que se está falando”. Em decorrência deste e de outros fatores, a política do Estado na condução da política de saúde pública carece de organização, além de torná-la “cada vez mais vulnerável às pressões do mercado”.
A gestão de saúde pública, mesmo com a recente introdução da informática em hospitais, laboratórios e consultórios, ainda é historicamente feita por eventos de caráter reativo e diagnóstico. Isso acontece porque os sistemas de saúde remuneram seus participantes por eventos – consultas, exames clínicos, cirurgias. No mundo todo o custo da medicina reativa, para uma população com idade média crescente e que busca o máximo de segurança, tem sido maior do que a capacidade de financiamento do sistema. Esse modelo anacrônico tem levado governos e sistemas de saúde suplementar a uma situação de quebradeira em série.
Qual a saída para esse desafio? É preciso mudar o paradigma, trabalhando as informações de saúde em massa com um foco preventivo, não por eventos. Essa mudança requer a adoção de informações integradas de saúde que devem ser disponibilizadas a todos os participantes do sistema: médicos, hospitais, laboratórios, planos de saúde suplementar. Com a integração das informações dos pacientes, via prontuário eletrônico, é possível gerir a saúde pública preventivamente, com redução do impacto de epidemias, trabalho na erradicação de tendências negativas e melhora significativa da qualidade do atendimento, com correspondente redução dos custos.
Para a implementação desses novos conceitos, o prontuário eletrônico (ou, em inglês, EHR – Electronic Health Record) é a chave, mas sua implementação requer o redesenho dos processos de gestão de saúde, tratando-os como processos de negócios.
Tendo as organizações hospitalares como eixo (pois aí residem os maiores custos e os maiores riscos), os sistemas HIS – Health Information Systems propõem a integração dos dados de pacientes, procedimentos, disponibilidade e uso de ativos e insumos, dentro de um único sistema integrado. Os sistemas HIS garantem o acesso seguro às informações clínicas do paciente, independentemente do local físico do atendimento e de onde a informação esteja armazenada. Dados de diferentes exames laboratoriais, diagnósticos, prescrições e procedimentos efetuados em um paciente poderão ser disponibilizados a médicos e hospitais, não importa onde a informação esteja armazenada, desde que todos os participantes estejam integrados a um mesmo sistema.
O subproduto da integração é o tratamento estatístico das informações, que viabiliza a prevenção e a redução de custos da saúde pública. Obviamente, a implementação dos modernos sistemas de HIS implica em colaboração entre as partes, através de um Modelo de Gestão de Saúde em Rede, mas este será tema de um próximo post.
Olá, seja bem-vindo ao nosso novo espaço!
Sou diretor geral da InterSystems para a América Latina e gostaria de falar um pouco mais sobre este canal que desenvolvemos para conversar com o mercado.
A InterSystems atua com um portfólio variado, que atende necessidades de empresas de diversos setores. Um de nossos principais mercados é o de Saúde, para o qual temos soluções completas de Tecnologia, cuja implantação em larga escala, como a que fizemos para o Governo do Distrito Federal, está se tornando referência até mesmo fora do Brasil.
Todo esse sucesso se deve ao fato de termos por trás da nossa oferta para saúde um conceito novo, que denominamos “Comunidades de Saúde em Rede”. Em síntese, o conceito se baseia no princípio que todos os elementos da Cadeia de Valor de Saúde – hospitais, clínicas, empresas de saúde suplementar, e pacientes –, devem atuar de forma integrada, no formato de comunidades como base para a troca de informações digitalizadas em rede, especialmente o prontuário médico.
É essa visão que queremos compartilhar com você e, para isso, criamos este canal, que a tem como tema. Além de mim, que, aliás, não sou medico, sou Administrador, escreverão nesse canal nosso executivo de vendas para a área de saúde na América Latina, Fernando Vogt, e nosso consultor, Dr. Leonardo Diamante, médico cardiologista que já participou de projetos complexos de implantação de soluções tecnológicas em hospitais de grande porte.
Contamos com a sua participação.














