Começamos a debater neste canal sobre informação integrada e seus benefícios para todos os envolvidos na cadeia de valor da saúde (médicos, pacientes, gestores, enfermeiros, etc.). Na nossa visão, esse é o aspecto fundamental para se ter uma Comunidade de Saúde em Rede. Agora, o que é “Comunidade de Saúde em Rede”?
Você, leitor, certamente já participou de trabalhos em grupo na escola ou na faculdade. E quais eram os grupos que tinham mais sucesso em seus projetos? Imagino que sejam aqueles que trabalhavam de forma mais integrada, ou seja, em “time”. Da mesma forma acontece com os esportes, quanto melhor o trabalho em equipe, melhor o resultado.
Imagine então um grande time, formado por médicos, gestores, pacientes, enfermeiros, técnicos em enfermagem e todos os profissionais da área de saúde, cada um jogando na sua posição, mas efetivamente “passando a bola”. Cada um tem seu valor, suas necessidades, mas um depende do outro para jogar melhor.
Por exemplo, um médico, vendo os exames e o diagnóstico de outro médico para determinado paciente, terá mais assertividade no novo diagnóstico e na indicação de tratamento. O paciente, com todo seu histórico de atendimento, tratamento, doenças e alergias ficará menos suscetível a erros no momento de um problema, terá tratamentos cada vez mais eficazes e poderá ser tratado preventivamente – inclusive com seu plano de saúde auxiliando-o na manutenção do tratamento. Isso se reverte em bem-estar.
Nesse processo, os benefícios para os gestores e demais profissionais ocorrem em cadeia.
Para os gestores de hospitais, clínicas e outras empresas ligadas à saúde, o atendimento preventivo do paciente resulta em menos exames, melhor controle de equipes, medicamentos, materiais, leitos, etc. Todas essas informações, baseadas na demanda, se ligam à outras informações dos sistemas específicos de gestão, em um processo que se reverte em menos custos e racionalização de investimentos.
Para enfermeiros e técnicos em saúde os resultados também advêm de informações mais precisas, facilitando a medicação, a definição de escalas (especialmente para os responsáveis por equipes) e acabam criando um ambiente mais salutar, tanto para os profissionais quanto para seus pacientes.
Todos esses exemplos, deixam claro que os benefícios só ocorrerão de verdade se as informações forem trocadas entre todos os agentes de saúde de uma determinada região. É aqui que entra a palavra “Comunidade”.
É sempre louvável quando uma unidade de saúde aprimora seus sistemas. No entanto, se isso acontece de forma isolada, as melhorias obtidas durarão pouco tempo, uma vez que o local se tornará referência pelo seu melhor atendimento, o que pode desencadear uma verdadeira “migração” de pessoas de outras regiões, até porque as empresas de emergência médica (ambulâncias) vão direcionar mais casos para esse hospital que se destaca.
Ainda há muito a se falar dos benefícios da adoção desse conceito, mas nossa certeza é que há um ponto em comum para todas as pessoas que estão ligadas à cadeia de saúde: cidadania e humanismo. Afinal, TODOS nós estamos nessa cadeia e o que fizermos hoje irá se refletir nas futuras gerações de brasileiros.
Por isso queremos a sua participação: como você vê a aplicação do conceito de Comunidades de Saúde em Rede no seu dia-a-dia?
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