Semana passada, o jornalista Tiago Dória publicou em seu blog um post com reflexões bem interessantes a respeito da atual crise econômica. Entre outras considerações, ele ressaltou que podemos encarar esse momento de forma positiva, em que a sociedade pode repensar o estilo de vida adotado por muitos de nós. Ou seja, hora de refletir sobre o quanto consumimos e o que fazemos com nossos corpos e mentes em nome das obrigações que foram criadas no ritmo do mundo moderno.
Não seria o momento de discutirmos o nosso lado mais humano, respeitando nossos limites tanto físicos quanto mentais? Essa pode ser a ocasião perfeita para refletirmos sobre o mundo atual, que parece ter sofrido, segundo palavras do jornalista, um “enfarte” por causa da crise econômica e, como tal, já que sobrevivemos, temos a oportunidade de considerarmos outros aspectos além dos materiais.
Nesse sentido, segundo Tiago, é capaz que haja um aumento nas iniciativas tecnológicas mais focadas no bem-estar humano. E como não poderia deixar de ser, o setor de saúde seria um dos mais privilegiados. Dentre algumas inovações citadas por Tiago, merece destaque o serviço Hello Health, localizado nos EUA. Nele, o paciente tem acesso, através de um cadastro online e mediante a uma taxa mensal, a consultas sob várias formas: no consultório, em casa, pelo telefone, via e-mail, webcam e mensagens de texto. O prontuário online fica acessível de qualquer lugar, a qualquer hora.
A idéia do serviço é oferecer opções para que o usuário tenha sempre um médico disponível, 24 horas por dia – algo facilitado pelas tecnologias cada vez mais presentes em nosso dia-a-dia. Segundo o site do Hello Health, o serviço “funciona como aquele doutor de antigamente, mas adaptado para o estilo de vida que levamos atualmente.”
Apesar da taxa mensal, todas as consultas são pagas à parte, com os valores variando conforme o meio de comunicação escolhido, o que deve limitar bastante o acesso por grande parte de população. De qualquer forma, não deixa de ser interessante acompanharmos essa iniciativa, que aproveita tudo aquilo que já faz parte da comunicação rotineira de todos nós. No caso de se tornar um modelo comprovadamente viável e popular na relação médico-paciente, nada impede que ele inspire o surgimento de outros serviços similares, mais acessíveis quanto aos custos envolvidos.
Para os que defendem uma maior integração na gestão da saúde, em que o compartilhamento das informações é a peça-chave para uma melhor eficiência, tecnologias que aproximam o médico do paciente serão sempre bem-vindas. É óbvio que nada substitui o atendimento feito na base do olho-no-olho. Mas o que puder ser feito à distância, desde que a qualidade geral do atendimento não seja prejudicada, merece um voto de confiança.
Você não acha?
* Confira também o post que blog On Line Doctor fez sobre o Hello Health, tempos atrás.
2 Comentários para este artigo
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em 22/ jul/ 2010
nao achei o site k fala sobre ele e como funciona e caso gostaria de comprar?
em 22/ jul/ 2010
Olá Lidiane,
O site oficial do serviço Hello Health está linkado no próprio texto.
O endereço é http://www.hellohealth.com e o serviço é só para os Estados Unidos.
Um abraço,