Para quem não é usuário do SUS, os planos de saúde costumam funcionar como intermediários entre médicos e pacientes. Dessa maneira, quanto melhor for esse “meio de campo”, maior será a satisfação do paciente. A inserção desses planos em um sistema integrado melhoraria esse relacionamento? É algo a se pensar, uma vez que são imensos os volumes de dados que trafegam entre as operadoras, pacientes, centros de saúde, médicos e demais profissionais. E quando tudo isso é integrado a um sistema que tem o objetivo de beneficiar os usuários dos planos de saúde, conseguimos visualizar possibilidades dentro desse intercâmbio de informações.
No caso de se buscar por um médico, por exemplo. Quando a pessoa sente a necessidade de se consultar com um determinado especialista, pelo menos na primeira vez, dificilmente ela irá atrás de um nome específico. Sendo assim, ela telefonará para os consultórios listados no livrinho do plano de saúde, dando preferência para aqueles que estiverem perto de sua casa ou trabalho. E, dependendo da especialidade do médico, o simples ato de marcar uma consulta pode se tornar uma experiência desagradável pelo tempo gasto. Assim, muitas vezes, a pessoa acaba agendando com o primeiro profissional que estiver disponível, por não ter mais paciência para ficar do outro lado da linha, aguardando para ser atendida.
A mais grave implicação disso é a possibilidade da consulta ser marcada para um tempo maior do que o estado de saúde da pessoa pode esperar. No caso de um tumor, por exemplo, quanto mais cedo o paciente tiver o seu diagnóstico e iniciar o tratamento, maiores serão as chances de cura. O tempo que a pessoa espera para ser atendida pode ser o fator determinante para a sua sobrevivência. Agora, quando falamos de uma comunidade de saúde em rede, em que os dados chegam a todos os interessados com uma rapidez bem maior, problemas como esse podem deixar de existir. Se houvesse um sistema em que o responsável pelo atendimento da operadora pudesse acessar com facilidade as informações sobre a disponibilidade de médicos para determinado paciente – sem que, para isso, ele tivesse que ligar para todos os números do famigerado livrinho do plano de saúde – o processo ficaria mais ágil.
E essa é apenas uma das formas de participação dos planos em uma comunidade de saúde em rede, entre tantas outras possibilidades. Afinal, estamos falando de diferentes empresas e profissionais que precisam se relacionar o tempo todo, dentro dessa grande rede. De qualquer forma, seja facilitando o gerenciamento dos negócios, seja melhorando da qualidade de atendimento ao paciente, é de se esperar que uma melhor integração de informações entre todos seja a tendência para os próximos anos, garantindo mais saúde para a população. Fiquemos de olho, então.
1 Comentário para este artigo
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em 22/ mar/ 2009
Pela experiência que obtive trabalhando em projetos de saúde pública e suplementar, também acredito na integração entre esses 2 atores do cenário de saúde. Na minha percepção, está cada vez mais próximo o alinhamento dos modelos de gestão implantados e em constante evolução nas operadoras de planos de saúde, com o modelo assistencial da saúde pública o qual preza pelos programas de prevenção, promoção e atenção à saúde, na utilização de protocolos clínicos e de regulação médica e em padrões de guias de conduta para os prestadores de serviços de saúde.
Desta forma, sendo a interoperabilidade de informações sobre os usuários de saúde uma tendência, estaremos mais próximos de alcançar uma excelente qualidade assistencial, além de instrumentos e recursos para a continuidade de estudos clínicos, epidemiológicos, e avaliação da qualidade contínua.
Eu sou uma eterna estusiata em relação a esta tendência…Vamos torcer e trabalhar para que isso aconteça!!!