Na medicina, apesar dos inúmeros avanços tecnológicos, nenhuma máquina ou software consegue chegar perto do nível de importância que um médico tem. No entanto, esse profissional pode ampliar ainda mais o alcance de sua competência com o auxílio da tecnologia. Um bom exemplo disso é o uso do prontuário eletrônico do paciente. Utilizando um sistema integrado, ele permite ao profissional de saúde acessar em poucos cliques diversos dados que antes formariam pilhas e mais pilhas de papel. Mesmo cientes disso, muitos médicos ainda possuem pouco ou quase nenhum contato com esse tipo de facilidade. Por quais razões?
O fator econômico pode ter uma influência significativa para a adoção efetiva de um controle digital pelos médicos. Afinal, pequenos consultórios possuem uma capacidade limitada de investimentos se compararmos com estabelecimentos de maior porte, como hospitais, por exemplo. Dessa maneira, tem acesso aos mais avançados softwares – customizados conforme a necessidade do cliente – quem estiver em um ambiente devidamente estruturado. Caso contrário, o computador do consultório continua disponível apenas para o envio de e-mails, agenda e consultas a um ou outro site, isso quando se tem acesso a internet.
Como em qualquer área, existem também profissionais que, mesmo tendo condições de investir em tecnologia da informação, preferem continuar com o velho esquema da caneta e o papel. Nem todos sentem-se seguros o suficiente para encarar aquele novo programa do computador, por mais útil que ele possa vir a ser. E isso jamais será motivo para se colocar em dúvida a competência de um especialista em sua área. Podem existir cardiologistas renomados, por exemplo, que preferem encarar um transplante de coração a acessarem os dados de seus pacientes através do prontuário eletrônico.
De qualquer forma, na comunidade de saúde em rede esse conceito é diferente. Nela, busca-se facilitar a participação dos médicos no sistema, ao permitir uma maior adesão mediante custos menores. Afinal, quanto mais pessoas acessarem uma rede nesse sentido, mais completa e abrangente ela ficará. Além disso, é preciso que haja uma mudança de cultura dentro dos ambientes, ou seja, profissionais que ainda apresentam dificuldades para se adaptar ao gerenciamento dos dados do paciente digitalmente precisam ser treinados e orientados no novo modelo. Com tudo isso – acesso facilitado e familiaridade maior com o sistema – os médicos podem, enfim, documentar e acessar o resultado de suas consultas longe do papel. Tudo ali, na tela do computador.
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