
É um comportamento cada vez mais comum: ao sentirem que algo não vai bem com a sua saúde, muitos pacientes transformam os seus sintomas em palavras-chave do Google. De link em link, vão juntando as peças desse quebra-cabeça, até chegarem a uma ideia mais clara sobre o que está se passando. Isso é bom ou ruim? Até que ponto podemos afirmar que esse mar de informações disponível na internet pode realmente auxiliar a pessoa que ainda não procurou o consultório mais indicado? O que os médicos acham disso? O que os próprios pacientes pensam?
O tema é bem complexo e exige um debate maduro por parte da sociedade. Por essa razão, nós, da Comunidade de Saúde em Rede, organizamos um encontro que acontecerá no próximo dia 19 de maio, a partir das 15h30: o Paciente Informado. Neste, reuniremos profissionais de várias áreas, todos ligados de alguma forma ao tema da saúde, tais como médicos, gestores, jornalistas que cobrem o meio e muitos outros. E você poderá acompanhar o evento pelo nosso Twitter, por onde relataremos em tempo real as principais declarações, ideias e conclusões elaboradas no encontro. Convidamos você a contribuir com o diálogo também por meio do seu Twitter, ao usar a tag #pacienteinformado.
A sua participação é muito importante para nós. Reserve na sua agenda.
Evento Paciente Informado
Data: 19/05/2009
Horário: a partir das 15h30
Leituras Recomendadas para o tema:
- Busca de dados sobre doenças na web preocupa médicos: matéria do Estado de São Paulo.
- Paciente expert: reportagem da Agência Fapesp.
- A internet, o paciente expert e a prática médica – uma análise bibliográfica: levantamento de informações publicado por pesquisadores da Fiocruz.
- Como provei que ser paciente expert não é tão bom assim: post da jornalista Samantha Shiraishi em que ela relata a sua experiência com o assunto.
- A complexidade do paciente expert: post em que o médico cardiologista Leonardo Diamante expõe suas opiniões sobre o tema.
2 Comentários para este artigo
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em 23/ mai/ 2009
[...] O tema me chamou a atenção por ter o link com a internet e decidi averiguar o quanto os pesquisadores estavam engajados no tema. ConvideiAlexandre Inagaki para me acompanhar ao Rio de Janeiro e validar nossas percepções juntos. Percebemos, ao longo de nossa conversa com André Neto e Helena Garbin, que o projeto era muito sério. E aí surgiu a idéia: Por que não ampliar a conversa e envolver outros profissionais num debate? [...]
em 27/ jun/ 2009
Informação é poder. Há atualmente, e não só no Brasil, um forte movimento de dar mais poder ao paciente, de modo que seu relacionamento com o médico durante a consulta seja mais eficaz. O paciente compreendendo melhor seus sintomas, pode auxiliar a anamnese durante a consulta. Outro aspecto importante é compreender as doenças e respectivos tratamentos e adesão aos mesmos. Hoje a questão da informação já esta equacionada. O que se coloca com questão hoje é a qualidade da informação. À medida que o público se educa a informação de má qualidade perde a relevância e público.