
Nem sempre a ideia de monitorar a localidade de alguém é coisa de reality show ou espionagem. Na rotina de um hospital, essas informações do paciente (aonde ele está? por onde passou?) podem ser bem úteis para os gestores do lugar. Pensando nisso, alunos de Engenharia Elétrica do Instituto Mauá de Tecnologia desenvolveram um sistema que faz o rastreamento e controle de pacientes no ambiente hospitalar, apresentado recentemente em um evento da faculdade.
Os alunos responsáveis pelo projeto botaram essa ideia na prática com o auxílio da tecnologia RFID (sigla que, traduzida para o português, significa “Tecnologia de Identificação por Radiofrequência”). Por ela, a partir de antenas localizadas estrategicamente dentro do hospital, é possível captar os dados dos pacientes contidos em uma etiqueta eletrônica de identificação. Com isso, as informações são enviadas para o banco de dados do lugar, permitindo o controle do fluxo de pacientes em uma determinada área.
Tal sistema possibilita uma melhor gestão do hospital como um todo, por oferecer dados dos paciente como o tempo médio na fila de espera e no atendimento e a quantidade de pessoas numa determinada. No fim, as estatísticas resultantes auxiliam na otimização dos recursos da instituição.
Nesse projeto, o sistema ainda não está interligado no prontuário eletrônico do paciente. No entanto, segundo os estudantes, isso é possível de realizar a partir de uma pequena adaptação no banco de dados, que passaria a “dialogar” com o sistema de pacientes do próprio hospital. O mesmo tipo de expansão é viável também para outras funcionalidades, como o controle de plantão dos médicos.
A tecnologia RFID em hospitais já vem sendo utilizada em outros lugares do mundo. Um bom exemplo é o Huntsville Hospital, localizado no estado do Alabama (EUA) que vem utilizando esse recurso desde 2007 para verificar a identidade dos pacientes e documentar processos cirúrgicos, da entrada até a saída. No vídeo abaixo (encontrado no blog RFID Business), temos imagens que nos dão uma boa ideia de como essa tecnologia funciona na rotina hospitalar:
E você, acha que essa tecnologia pode ajudar o nosso sistema de saúde também?
3 Comentários para este artigo
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em 17/ nov/ 2009
Me fez lembrar de algumas vezes que manifesto a intenção de colocar uma identificação eletrônica no paciente, surge logo a pergunta: E a humanização? E eu sigo: Então, estou falando disso. Merece um post, vamos lá.
em 23/ nov/ 2009
[...] o blog da comunidade saúde em rede, o texto quem está nos leitos do hospital, comentam sobre o controle no deslocamento do paciente pelo hospital, cita o trabalho dos alunos de [...]
em 15/ jul/ 2010
Eu concordo com o Vilela,do post acima, não creio que o serviço médico hospitalar no Brasil, possa ficar ainda mais desumanizado. Esta tecnologia,desde que muitíssimo bem implantada, servirá como agilização dos serviços prestados ao paciente, reduzindo drasticamente erros de ministração de medicamentos e outros erros,tb, que poderão levar o paciente à óbito.
Quer um exemplo? Aconteceu comigo,quando meu filho tinha seis anos de idade. Ele foi internado com infecção intestinal e estava bem mal, desidratado, vomitando e com diarréia. A enfermeira técnica, preparou uma bela de uma nebulização p/ ele, com berotec e tudo o mais e quando ia pondo a máscara no rosto do meu filho, eu intervi e disse-lhe que algo estava errado, que deveria ser um engano. Detectou-se, enfim, tratar-se de um crasso erro da equipe de enfermagem, ou dela, mais especificamente,e ficou por isso mesmo.Ele deveria tomar soro. O hospital era público e éramos pacientes do SUS.