Escrito em 10 de fev de 2010

A saúde integrada nas ambulâncias do futuro

por Johnny Systems

samu

Você sabia que quanto menor for o tempo de espera no atendimento a uma vítima de ataque cardíaco, maiores são as chances dela sobreviver? No entanto, sabemos que nem sempre existe um hospital que esteja tão perto assim do local da emergência. Considerando isso, o Ministério da Saúde iniciou recentemente um projeto que promete salvar muitas vidas.

No Sistema de Tele-Eletrocardiografia Digital, ambulâncias do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram equipadas com um aparelho que permite a transmissão do eletrocardiograma para uma central via telefone (celular ou fixo). Nesse local, os dados são interpretados por médicos especializados que emitem o laudo do exame de volta para a equipe da ambulância. Todo esse processo dura em torno de 5 minutos.

Acompanhe no vídeo abaixo mais detalhes sobre este serviço:


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Tal agilidade garante um atendimento mais adequado para o paciente cardíaco, que dará entrada na unidade de saúde com informações que auxiliarão bastante a equipe que o receber. Vale ressaltar que, de acordo com o Ministério da Saúde, metade dos óbitos por infarto ocorre nas duas primeiras horas da crise. Além disso, o risco de morte aumenta 7% a cada 30 minutos que a pessoa fica sem atendimento. Portanto, quanto menor a espera, mais chances de sobreviver.

No entanto, a tecnologia pode contribuir ainda mais para melhorar os índices de sobrevivência desses pacientes. Imagine os benefícios envolvidos se esta mesma ambulância estivesse integrada, via internet, a uma comunidade de saúde em rede. Neste cenário, os profissionais do SAMU já teriam acesso ao prontuário eletrônico do paciente – EHR – ainda no caminho para o local aonde ele está. A visualização do histórico sobre medicamentos, cirurgias, eventuais alergias e demais dados sobre a saúde do indivíduo contribui – e muito – na determinação de um atendimento mais seguro e eficiente para ele.

E você, acredita que esse quadro mais completo está perto de ser uma realidade para o nosso sistema público de saúde? Se não, quais seriam as principais causas? Deixe seu comentário, pois aqui a voz é sua também.

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