É a primeira vez que se consulta com o médico. Na recepção, a atendente pede para preencher um papel com os dados pessoais. Em alguns casos, ela também fornece outra folha com um questionário sobre nosso histórico de saúde. Após algum tempo gasto para responder, entra-se no consultório para conversar com o médico. Frente a frente, o doutor faz mais perguntas. Ele toma nota em uma ficha que, após a consulta, irá ocupar mais um espaço no arquivo. Mas a saga não para por aí. No retorno ao consultório, demora um pouco mais até encontrar a ficha com nossos dados. Se a consulta for com outro profissional, mesmo que seja do local em questão ou da mesma rede, outra vez teremos que explicar todos os problemas da nossa saúde.
Essa é uma realidade em muitas clínicas particulares brasileiras e em atendimentos públicos. O que resulta em perda de tempo de todos os profissionais, em demora para atender o paciente, em falta de espaço para guardar tantos arquivos, em possíveis erros ao interpretar a grafia dos profissionais, em gastos com materiais que poderiam ser poupados e em desperdício de recursos ambientais – como madeira e água usadas para produzir o papel. Todos saem perdendo: recepcionistas, enfermeiros, médicos, gestores, pacientes e, claro, os cidadãos.
Esse problema é tão visível que existem iniciativas no setor público para combater tanto desperdício e otimizar o atendimento. A cidade de Rio Claro, por exemplo, no interior do Estado de São Paulo, inaugurou este ano o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) - unidades de resolução rápida com equipamentos de última geração – com um sistema online de atendimento. Graças ao sistema de gestão clínica da InterSystems, será possível atender até 14 mil consultas mensais num total de 28 especialidades médicas. Resultado: atendimento mais dinâmico.
O sistema é composto por quatro módulos: prontuário eletrônico, cadastro do paciente, agendamento de consultas e receituário eletrônico. Em outras palavras, o registro com todas as informações do paciente – dia em que foi ao médico, quais problemas apresentava, remédios receitados, tratamentos indicados, doenças que já teve – será armazenado nos computadores. Será uma espécie de um banco de dados de cada paciente.
Rio Claro já se preveniu para garantir, além de um atendimento eficiente no presente, um futuro mais organizado. Isso porque o sistema permite que diferentes unidades das AMEs sejam interligadas eletronicamente. As informações do paciente, que se consultou em uma unidade, poderão ser repassadas para todas as outras. O paciente precisará informar seus dados pessoais e a história da sua saúde apenas uma vez. Desse modo, acima de tudo, o sistema eletrônico assegura um ambiente de trabalho organizado para os profissionais e qualidade de vida para toda a população.
1 Comentário para este artigo
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em 15/ mar/ 2010
Espero que a evolução da tecnologia no sistema de saúde dos serviços públicos possam evoluir na velocidade da demanda e da necessidade dos gestores, principalmente nos serviços que já funcionam a tanto tempo e, a resistencia dos colaboradores será um dos principais desafios na sua implantação.