
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conseguiu aprovar o projeto de lei que propõe a reforma do sistema de saúde em seu país. No dia 23 desse mês o texto principal do projeto foi convertido em lei. O objetivo dela é garantir que 95% da população norte-americana com menos de 65 anos possua cobertura de saúde – os Estados Unidos possuem mais de 300 milhões de habitantes. O pacote de reforma do sistema de saúde tem um custo estimado de US$ 940 bilhões – distribuídos em dez anos. Porém, há algumas questões envolvidas.
Agora que a novela sobre a saúde norte-americana parecia estar nos últimos capítulos, os republicanos conseguiram eliminar dois itens da lei. Ambos, que se referem a bolsas de estudos para estudantes de baixa renda, violavam as regras orçamentárias. Por isso, o texto retornará à Câmara dos Representantes – onde o projeto de lei foi aprovado – para outra votação.
Há um século, desde a presidência de Theodore Roosevelt (1901-1909), é discutida a cobertura de saúde nos Estados Unidos, com muitos presidentes tentando reformá-la, porém sem sucesso. Apesar dos esforços de alguns democratas, a história não chegará ao fim tão cedo. O projeto de lei deverá ser votado novamente e, enquanto isso, Obama viajará pelo país explicando a importância dele para a população. Uma pesquisa da Gallup mostra que 49% dos americanos apóiam a medida, enquanto 40% a rejeitam.
Os Estados Unidos é o único país desenvolvido que não disponibiliza um sistema de saúde amplo para seus cidadãos. Estima-se que aproximadamente 46 milhões de americanos não possuam cobertura médica de qualidade. Os idosos são atendidos por um sistema chamado Medicaire e os menos afortunados pelo Medicaid. Além disso, os veteranos das Forças Armadas também são cobertos por um programa governamental. Porém, a maioria dos americanos precisa pagar seu próprio plano de saúde.
Após a lei ser sancionada, todos os americanos serão obrigados a manter um plano de saúde. Quem não possui plano pago pelo empregador e as pessoas que não conseguirem arcar com o custo poderão ter subsídio do governo – uma espécie de “bolsa-saúde”. Além disso, a lei regulamentará de forma mais rígida as seguradoras e diminuirá os impostos cobrados dos planos de seguro-saúde de alto custo. Outra novidade é que as empresas também não poderão negar apólice com base em doenças preexistentes.
Resta saber se a população gostará do novo sistema e se a sanção da lei aumentará a aceitação do presidente pela sociedade americana. Segundo pesquisa feita pela Universidade de Quinnipiac, Barack Obama registrou o mais baixo índice de aprovação até o momento, com 45%. Mesmo assim, se a lei for aprovada novamente, o que deve acontecer em abril, será uma vitória política para o presidente. Afinal, uma de suas principais promessas era reformar o sistema de saúde dos Estados Unidos. Afinal, “Yes We Can” era seu lema na campanha presidencial.
******************
- Post relacionado: Uma mesma ideia
Deixe um Comentário para este artigo
Quer exibir sua foto? É fácil, basta cadastrar no site Gravatar o e-mail utilizado para fazer os comentários.














