Já diz o ditado: “Quem conta um conto, aumenta um ponto”. Quem nunca foi ao médico e deu uma exageradinha nos sintomas? Ou, simplesmente, omitiu uma informação que considerava irrelevante? Ou, como quem não quer nada, disse mentirinhas como “eu não fumo”, “não bebo” ou “pratico exercícios físicos regularmente”? Há o caso de uma mãe que jurou para o pediatra que o filho bebê se alimentava corretamente. Disse que não entendia porque ele estava acima do peso, mas não contou que dava doce para a criança comer. “Todo paciente mente”, lembra com frequência a sarcástico Dr. House, na série de TV de mesmo nome.
Segundo uma recente pesquisa realizada em São Paulo, 30% dos pacientes admitiram que não contam tudo o que deveriam aos médicos. Tanto é verdade, que o escritor e médico Moacyr Scliar relatou no Jornal Zero Hora uma “pegadinha” feita pela Escola de Medicina Johns Hopkins, faculdade americana entre as mais respeitadas do mundo: “Médicos tratavam pacientes com problemas respiratórios fornecendo-lhes um inalador para ser usado três vezes ao dia. Acontece que o aparelhinho tinha um dispositivo que registrava o número de vezes que isso realmente acontecia. Só 15% dos pacientes estavam cumprindo a prescrição. E 14% até esvaziava o nebulizador para enganar melhor o médico”.
Até o bem humorado José Simão, colunista da Folha de S. Paulo e da rádio BandNews, confessou em texto publicado no site do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo: Eu minto para os médicos! Os pacientes mentem – ou omitem – por diversos motivos. Alguns acham irrelevante contar seus maus hábitos com relação à saúde. Outros têm vergonha de assumir situações como, por exemplo, uma relação extraconjugal. Existem aqueles que desconfiam do profissional. Mesmo assim, essa não é a melhor escolha, já que toda informação é relevante para o diagnóstico.
Mas pior quando a mentira é publicada na internet. Imagine as consequências se, em seu próprio blog, um paciente mentir sobre o tratamento ou seus sintomas. De acordo com pesquisa publicada no site do Centro de Pesquisas Pew, entre 59% dos pacientes doentes, 41% disseram ter lido experiências de pessoas com o mesmo problema em grupo de notícias online, sites e blogs. Outra pessoa, com o mesmo problema, pode ser influenciada por essas inverdades escritas. E pior, prejudicar-se por isso.
No entanto, as consequências dessas mentirinhas contadas aos médicos podem ser perigosas para a própria saúde. No texto citado acima, Scliar exemplifica. “A pessoa não conta que está tomando certo tipo de medicação. O médico prescreve um remédio, há uma interferência medicamentosa com o medicamento que o paciente está tomando e aí reações graves podem ocorrer”, escreveu. Omitir a verdade pode dificultar um diagnóstico, impedir um tratamento adequado e, inclusive, prejudicar a cura do problema. Além disso, descoberta a mentira ou a omissão, como o médico poderá confiar nas informações futuras transmitidas pelo mesmo paciente?
Se o médico for experiente ou já familiarizado com o paciente, poderá perceber essas “mentirinhas”. O que será positivo para o diagnóstico ou tratamento. No entanto, nem todos os profissionais possuem essa capacidade e, como seres humanos, estão sujeitos a errar na suposição. O melhor para a saúde é deixar a vergonha, pudor, preconceito, preguiça ou presunção do lado de fora do consultório e contar a verdade. Afinal, “a mentira tem perna curta”. E ninguém quer, para si, um nariz de Pinóquio.
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Imagine chegar em qualquer unidade do Sistema Único de Saúde (SUS), falar seu nome e… pronto! Todos os exames, as informações sobre sua saúde e seu histórico médico constarem em um banco de dados no computador. Além disso, ter a possibilidade de checar em qualquer lugar, pela internet, o resultado dos exames e as receitas médicas. Seria ideal e isso está prestes a virar realidade.
Existe um projeto de lei, o PLS 474/08, que prevê o uso de prontuário eletrônico para pacientes do SUS. De acordo com o projeto, o sistema também deve ter um cadastro nacional de usuários, profissionais de saúde e de unidades de saúde públicas e privadas. O projeto, criado em 2008, foi aprovado esse ano pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado.
O projeto altera a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, também conhecida como Lei Orgânica da Saúde. Ela regula as ações e os serviços de saúde em todo o Brasil. Assim, há ainda um caminho burocrático a ser seguido. O projeto precisa da aprovação da Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS), para, em seguida, ser enviado à Câmara dos Deputados. Mas para que tanto trabalho?
Incorporar a tecnologia à saúde é tão importante que até o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, debate o tema. Em seu discurso de posse, ele disse que um prontuário eletrônico reduzirá as taxas de erro e os custos do sistema de saúde. “E isso vai levar a uma economia de bilhões de dólares e de incontáveis vidas”, afirmou o presidente.
Além de ajudar a fortalecer a economia, os prontuários eletrônicos trazem benefícios facilmente visíveis por todos. São vantagens que impactam diretamente na vida do paciente. Isso porque o atendimento será mais eficiente, respeitará os profissionais de saúde e trará mais conforto ao paciente.
Enquanto o projeto não sai do papel é preciso ser paciente de verdade. É possível esperar ele ser aprovado, o que deve acontecer em breve, e se preparar para – por que não? – nos tornarmos uma Dinamarca. O país europeu é referência na área, pois possui o sistema de saúde mais avançado na área tecnológica. Do outro lado do Atlântico, é possível até consultar o médico pela internet. O futuro que aguarde o Brasil.
Foram cerca de dois anos de trabalho intenso. Representantes de entidades médicas nacionais e da sociedade civil debateram incessantemente. A busca era por algo mais justo. Que tentasse mudar, para melhor e definitivamente, a relação médico-paciente. E, ao que tudo indica, vai dar certo. Esse mês o Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou o novo Código de Ética Médica (CEM).
Como não poderia ser diferente, o documento causou polêmica. Algumas pessoas se posicionaram contra, enquanto outras a favor. Por exemplo, Eduardo Santana, vice-presidente da FENAM (Federação Nacional dos Médicos), postou em seu blog: “O novo Código de Ética Médica nasce com o ‘jeitão’ de ser um pacto de bem relacionar, uma carta de intenção da categoria para com a sociedade brasileira possibilitando cada cidadão e cidadã desse país ter acesso ao melhor da atenção e da assistência médica, onde a parceria entre os médicos e a sociedade é selada, na conquista desses objetivos”.
Nesse vídeo, outros médicos dão sua opinião:
De acordo com o CFM, o objetivo do novo documento é criar uma relação médico-paciente mais participativa, transparente e comprometida. São várias as novidades. Muitos artigos procuram acabar com a desatenção do profissional e com a pressa em atender ao paciente. Afirmam que o profissional deve colaborar quando o paciente sai em busca de uma segunda opinião.
O código aborda ainda assuntos como: nas situações clínicas irreversíveis e terminais serão evitados procedimentos diagnósticos desnecessários; é vedado ao profissional abreviar a vida do paciente, mas, claro, o médico deve oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis. Também foram incorporadas regras para reprodução assistida e manipulação genética. Além disso, o código prevê a ampliação de seu alcance aos médicos em cargos de gestão, pesquisa e ensino.
Independente das discussões que devem seguir, uma novidade é certa. O documento colabora para uma mudança, para melhor, na relação do médico com o paciente. O paciente poderá trocar mais detalhes com seu médico sem que este aja com preconceito e sem precisar recorrer a fontes não confiáveis da internet. “Trata-se de um grande avanço. O paciente se compromete mais, porque participa da decisão”, afirmou Roberto Luiz d’Avila, presidente do CFM.
As facilidades tecnológicas não vão deixar de existir. Os pacientes de hoje não são os mesmos de antigamente. Estão mais informados. Era o momento de atualizar um documento tão importante para a classe médica, mas mais ainda para a sociedade – que depende, diretamente, desses profissionais. Agora o paciente poderá contar com seu médico para discutir as informações adquiridas por meio eletrônico ou de outras maneiras. Finalmente, graças ao novo Código de Ética Médica, a profissão entra documentada no século 21.
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Hoje em dia é fácil descobrir sobre qual tema o médico domina dentro da sua área, para qual hospital ele trabalha, quais pesquisas científicas realizou, se escreveu livros e inclusive quais são seus passatempos preferidos: basta colocar o nome do profissional em uma busca da internet. Se os pacientes podem pesquisar sobre o médico na internet, por que o médico não poderia fazer o mesmo com relação ao paciente?
Partindo da ideia da exposição: o que está na internet, pode ser acessado por qualquer um. Sendo assim, com o aval da própria pessoa, o conteúdo publicado sobre ela pode ser compartilhado. Lido ou visto por quem tem interesse, neste caso, pelo médico. Quais as vantagens que essa pesquisa traria? O médico poderia utilizar dados da busca para auxiliar em um diagnóstico ou receitar medicamentos e tratamentos mais eficientes. Para o paciente, o atendimento poderia se tornar ainda mais particular. Pode ser que buscar o nome do paciente na internet não seja útil em todos os casos. Por outro lado, em alguns casos poderia ser fundamental.
Um psiquiatra, por exemplo, por meio de uma pesquisa no Orkut, Facebook, Twitter ou o próprio blog do paciente, saberia como está o humor dele. Em caso de medicação, poderia ter um panorama geral, ou indicações, se está surtindo o efeito esperado. É uma maneira de acompanhar o paciente à distância e, ao mesmo tempo, de uma forma indireta. Claro que tal prática não substituiria o contato direto com o paciente.
Nesse post publicado no blog americano KevinMD, o médico e autor Kevin Pho escreve sobre outra hipótese. Para ele, quando um paciente chega inconsciente em uma sala de emergência contendo apenas documentação básica, seria útil realizar uma busca na internet. O nome da pessoa pode conter informações sobre sua origem e seus costumes, muitas vezes relacionados ao problema que ela apresenta no momento.
Durante o Evento Paciente Informado realizado em outubro de 2009, Fernando Vogt, diretor de saúde da InterSystems Brasil, destacou que é preciso que o médico conheça os seus pacientes – como o contrário já é feito. O que fortalece um laço que trará eficiência para o profissional e segurança para o paciente. “No mundo cada vez digitalizado em que vivemos, isso é possível de se alcançar a partir de um sistema em que o prontuário eletrônico esteja integrado a uma rede de saúde”, disse.
No caso da inexistência do prontuário eletrônico, é possível “dar um Google” no nome do paciente. Aliás, esse pode ser um exercício feito neste exato momento: profissionais de saúde buscando na internet informações sobre seus pacientes e pacientes analisando o resultado de uma busca do com seu nome. Que informações condizem com o atual estado da sua saúde? Poderiam ser feitas algumas descobertas sobre o paciente?
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O médico chega ao consultório, guarda os pertences, acomoda-se na cadeira, verifica os pacientes do dia com a secretária e, em seguida, retira da bolsa um iPad – sua mais nova ferramenta de trabalho. O computador já é (quase) coisa do passado. Ao menos, para alguns profissionais. Nos Estados Unidos, os iPad já são realidade em consultórios e hospitais. Tanto que, no momento, é discutido o uso desses novos aparelhos nas faculdades de medicina.
Mas, você pode se perguntar, o que seria um iPad? Trata-se de um aparelho tablet, da marca Apple. Algo intermediário entre um smartphone e um notebook. Ele possui várias funções: acesso à internet, reproduz música, vídeo e livro digital. Além disso, sua tela é sensível ao toque. Na loja online americana da Apple, um iPad custa a partir de US$ 499.
Desconsiderado o preço, surgem inevitáveis perguntas: os médicos brasileiros estariam preparados para lidar com novas tecnologias como esta? O que traria, de útil, para os pacientes? A maioria dos consultórios e clínicas brasileiras ainda usa o papel. No Brasil, há certa resistência quanto ao emprego de aparelhos tecnológicos. Segundo dados da International Data Corporation (IDC), a comercialização de tablets no país nem aparece em uma pesquisa recente. Já no mundo 0,5% das vendas de computadores foram de tablets.
Para o paciente, quebrar essa barreira entre homem e tecnologia pode significar diagnósticos e tratamentos mais precisos. Isso porque, da mesma maneira que se dá com outros aparelhos portáteis, os tablets suportam programas sobre medicamentos, doenças e outras informações úteis – como este aplicativo para imagens médicas.
No entanto, no caso do tablet, a eficiência é maior. Por exemplo, para sanar uma dúvida com rapidez e segurança, o profissional poderia consultar o principal livro médico – aquele com mais de 800 páginas – apenas com um toque na tela. Se você é médico, imagine ter toda a biblioteca médica na bolsa ao peso de apenas 680 gramas. Ou poder acessar aquela revista científica que possui um importante artigo sobre o assunto que está se deparando no momento. Seria um sonho.
Tanto que o blogueiro e médico Larry Nathanson está encantado com seu tablet. “Foi ótimo ter todas as informações clínicas corretas à beira do leito para discutir com o paciente”, escreveu. Em segundos ele pode mostrar ao paciente gráficos e imagens sobre a doença. Melhorando, dessa maneira, sua relação com ele.
Porém, no Brasil, sem dúvida “o fator econômico pode ter uma influência significativa para a adoção efetiva de um controle digital pelos médicos”. Mesmo assim, antes disso, o preconceito deve ser quebrado. Para ingressar no meio eletrônico, os médicos poderiam optar por laptops mais baratos. – hoje em dia é possível adquirir máquinas por cerca de R$ 1.000. Dessa forma acabariam, aos poucos, migrando até chegar a um tablet.
Mesmo para aquele médico que quase não liga o computador isso é possível. Basta força de vontade para aprender a lidar com as novidades – a cada dia os aparelhos são mais simples, ao mesmo tempo em que possuem mais recursos – e estar disposto a fazer esse investimento, que, ao final, será revertido em possibilitar um profissional ficar mais informado e em pacientes bem tratados.

Está resfriado, gripado ou com outra complicação e não sabe o que é? Não importa. Além de um analgésico para tirar a dor, não custa nada tomar um antibiótico como garantia. Esse é o pensamento, errado, de muita gente. Boa parte das pessoas não sabe, por exemplo, que a função de um antibiótico é combater bactérias maléficas no organismo, o que não resolve nada quando seu problema é um vírus. Resultado da automedicação? As bactérias tornam-se cada vez mais resistentes aos remédios.
No Brasil há a Rede Nacional de Monitoramento de Resistência Microbiana em Serviços de Saúde (Rede RM) fruto de uma parceria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB). Ela busca medidas para monitorar e controlar a resistência microbiana no país. Analisando dados de 97 hospitais brasileiros, a Rede RM concluiu que as bactérias estafilococos – que podem causar diversas doenças, como pneumonia e infecções na pele – estão mais resistentes aos medicamentos. Um, de inúmeros exemplos.
É normal que, com o passar do tempo, as bactérias fiquem resistentes aos remédios. Porém, ao ingerir antibióticos sem necessidade, as pessoas acabam acelerando esse processo. Para combater o problema, a Anvisa anunciou novas medidas. A instituição ampliará o controle sobre a venda de antibióticos orais e injetáveis. Atualmente, qualquer pessoa pode adquirir um antibiótico, apenas apresentando uma receita. Porém, é provável que a partir de setembro a compra de antibióticos seja feita apenas mediante a apresentação de receita, que ficará retida na farmácia.
A resistência das bactérias aos medicamentos é um problema mundial. Mas alguns dos países desenvolvidos deram um passo à frente. Os europeus, por exemplo, discutem os resultados de campanhas públicas que orientam a população e os profissionais sobre o uso racional de antibióticos. De acordo com pesquisa publicada na revista científica The Lancet e discutida no blog Akademia Medica, as campanhas realmente tiveram êxito. Mesmo assim, a resistência das bactérias na Europa ainda não pode ser avaliada de modo adequado. Provavelmente porque é necessário esperar para a diminuição do uso de remédios surtir efeito evidente na resistência das bactérias.
Dessa maneira, os europeus perceberam que é necessário consumir os medicamentos com responsabilidade. O uso indiscriminado pode fazer mal para a própria pessoa e para a saúde de toda a população. Às vezes, chega-se ao ponto em que os antibióticos não têm mais efeito sobre determinada doença em uma pessoa. No ‘melhor’ cenário, ela toma tanto remédio sem prescrição que deverá ingerir cada vez doses e medicamentos mais fortes.
Não se engane e evite indicar medicamentos aos outros. Mesmo que tenha lido sobre ele na internet, ou tenha utilizado-o no seu tratamento. Não se esqueça que a automedicação poderá prejudicar a si mesmo e às pessoas que mais ama. Na dúvida, consulte um profissional. Ele poderá revelar um caminho para manter-se corretamente informado sobre os remédios. Esse vídeo do evento Paciente Informado pode ajudá-lo também.

Surgiu uma dúvida sobre qual dose de determinado antibiótico ministrar para o paciente? Sem crise. Confira no celular a quantidade indicada. Desde que a tecnologia tomou conta do cotidiano das pessoas, mais e mais médicos recorrem aos aparelhos portáteis para ajudá-los no trabalho. Entre os universitários ou recém-formados, sem dúvida, a adesão é maior.
De acordo com uma pesquisa feita pela SDI, aproximadamente 30% dos médicos nos Estados Unidos, entre 1.200 atuantes em 15 especialidades, acessam informações médicas por meio dos computadores de mão ou smartphones. O mais popular, atualmente, é o iPhone, da Apple: 31% dos entrevistados afirmou possuir o aparelho.
Os médicos sempre precisaram de muitas informações para dar um diagnóstico certeiro e indicar o tratamento mais adequado. Em seguida, deveriam consultar livros ou o que aprenderam sobre medicamentos e tratamentos para ministrá-los aos pacientes. Com o aumento do número de pesquisas científicas acumula-se ainda mais conhecimento.
Se a tecnologia existe, por que não usá-la a para o bem? Por isso, a maioria dos médicos entrevistados na pesquisa disse que utilizam a tecnologia para ter acesso a informações sobre medicamentos, interações medicamentosas e prescrições. Isso seria considerado a parte “decoreba” ensinada nas universidades.
Para obter um desses programas, é necessário um aparelho que seja compatível com os aplicativos. Em seguida, é possível baixá-los – existem aplicativos gratuitos e pagos. O Epocrates – citado no primeiro parágrafo – é o mais popular entre os médicos. Segundo a pesquisa, o Medscape e o Skyscape aparecem, na sequência, entre os mais usados.
A maioria dos programas são em inglês. Tanto que há um site chamado iMedicalApps. Ele é escrito por um grupo de médicos e estudantes de medicina que opinam sobre aplicativos para aparelhos móveis. Segundo os editores do site, os comentários são baseados nas próprias experiências do cotidiano. A maioria dos programas comentados são para iPhone, iPod Touch e Android – sistema operacional criado para celulares. Quem quer ingressar na tecnologia, pode começar navegando pelo site.
No Brasil, o Hospital Israelita Albert Einstein disponibiliza o sistema Einstein Mobile – apenas para médicos cadastrados no hospital. O aplicativo é disponível para os celulares BlackBerry e iPhone. Com ele, os médicos têm: acesso às informações de pacientes como resultados de exames, prescrições de medicamentos e contatos; acesso às informações de cadastro médico; possibilidade de contatar pacientes e médicos do hospital por meio de mensagens de texto e e-mail; agenda cirúrgica e consulta à classificação internacional de doenças (CID 10).
Os profissionais que não possuem cadastro no hospital e os que ficaram curiosos podem obter dicas e informações em português sobre os programas no iPhone e Medicina. O blog é mantido desde julho de 2009 pelo médico Guilherme Aquino, residente da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. Ele dá dicas sobre diversos programas desenvolvidos para a área médica. O único detalhe é que apenas comenta sobre aplicativos desenvolvidos para o iPhone.
Sem dúvida, a tecnologia pode ser o auxílio que o médico precisa para otimizar suas questões profissionais cotidianas. Mas, é claro, que tecnologia não é nada sem estudo. Um médico – ou qualquer pessoa – pode baixar os aplicativos. Se não souber a melhor maneira de aplicá-los, ela não solucionará os problemas. Para os competentes profissionais, ela é prática, veloz e confiável. A tecnologia se tornou o braço direito do médico atual.














