
Hoje em dia é fácil descobrir sobre qual tema o médico domina dentro da sua área, para qual hospital ele trabalha, quais pesquisas científicas realizou, se escreveu livros e inclusive quais são seus passatempos preferidos: basta colocar o nome do profissional em uma busca da internet. Se os pacientes podem pesquisar sobre o médico na internet, por que o médico não poderia fazer o mesmo com relação ao paciente?
Partindo da ideia da exposição: o que está na internet, pode ser acessado por qualquer um. Sendo assim, com o aval da própria pessoa, o conteúdo publicado sobre ela pode ser compartilhado. Lido ou visto por quem tem interesse, neste caso, pelo médico. Quais as vantagens que essa pesquisa traria? O médico poderia utilizar dados da busca para auxiliar em um diagnóstico ou receitar medicamentos e tratamentos mais eficientes. Para o paciente, o atendimento poderia se tornar ainda mais particular. Pode ser que buscar o nome do paciente na internet não seja útil em todos os casos. Por outro lado, em alguns casos poderia ser fundamental.
Um psiquiatra, por exemplo, por meio de uma pesquisa no Orkut, Facebook, Twitter ou o próprio blog do paciente, saberia como está o humor dele. Em caso de medicação, poderia ter um panorama geral, ou indicações, se está surtindo o efeito esperado. É uma maneira de acompanhar o paciente à distância e, ao mesmo tempo, de uma forma indireta. Claro que tal prática não substituiria o contato direto com o paciente.
Nesse post publicado no blog americano KevinMD, o médico e autor Kevin Pho escreve sobre outra hipótese. Para ele, quando um paciente chega inconsciente em uma sala de emergência contendo apenas documentação básica, seria útil realizar uma busca na internet. O nome da pessoa pode conter informações sobre sua origem e seus costumes, muitas vezes relacionados ao problema que ela apresenta no momento.
Durante o Evento Paciente Informado realizado em outubro de 2009, Fernando Vogt, diretor de saúde da InterSystems Brasil, destacou que é preciso que o médico conheça os seus pacientes – como o contrário já é feito. O que fortalece um laço que trará eficiência para o profissional e segurança para o paciente. “No mundo cada vez digitalizado em que vivemos, isso é possível de se alcançar a partir de um sistema em que o prontuário eletrônico esteja integrado a uma rede de saúde”, disse.
No caso da inexistência do prontuário eletrônico, é possível “dar um Google” no nome do paciente. Aliás, esse pode ser um exercício feito neste exato momento: profissionais de saúde buscando na internet informações sobre seus pacientes e pacientes analisando o resultado de uma busca do com seu nome. Que informações condizem com o atual estado da sua saúde? Poderiam ser feitas algumas descobertas sobre o paciente?
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1 Comentário para este artigo
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em 19/ abr/ 2010
A consulta presencial, com uma anamnese detalhada, bem como um exame físico completo e o que mais for necessário, é INSUBSTITUIVEL!
As pesquisas por meio de instrumentos como “orkut”, “twitter”, “facebook”, etc…certamente levará “perigo” aos pacinetes, visto que poderá induzir o médico a erro, pois esses instrumentos são passíveis de serem “manuseados” por qualquer um, ou seja, serem “fake” (falsos)e, assim, contendo dados/informações erradas a respeito do paciente.
A Internet é um “terreno” sem fiscalização e controle, todo cuidado ainda é pouco!