
A National ePrescribing Patient Safety Initiative (NEPSI), uma iniciativa de diferentes organizações de Saúde nos Estados Unidos, está liderando um projeto digno de atenção: uma campanha para que todos os médicos americanos usem um software de prescrição eletrônica, o e-prescribing. Mais do que fazer campanha, a NEPSI passou a oferecer aos seus associados um software de prescrição eletrônica (e-prescribing) gratuito.
A razão por trás da iniciativa são os erros médicos de prescrição, uma discussão de longa data. Mais precisamente, desde 1999, quando o Institute of Medicine (IOM) afirmou que morrem, anualmente, entre 44 mil a 98 mil americanos devido a erros médicos e 7 mil devido a erros de medicação. Já naquela época começaram os estudos para oferecer soluções à questão e as prescrições eletrônicas são consideradas fator contribuinte para a segurança de pacientes hospitalizados, além de evitar erros provocados pela ilegibilidade da receita e de dosagem.
Na Inglaterra, um estudo identificou que 15% das prescrições apresentam um ou mais erros. Outros estudos apontam os efeitos adversos provocados pela prescrição errônea. O Winterstein et AL, em 2004, mostrou que 72% dos erros de medicação acontecem na prescrição, seguidos pela administração (15%), dispensação (7%) e transcrição (6%).
E-prescribing na realidade brasileira
No Brasil, poucos são os dados sobre o tema, mas quem nunca teve uma ou muitas receitas médicas ilegíveis em mãos?
Se a prescrição fosse eletrônica, com o uso de computador ou palmtop, a mesma seria enviada para a farmácia eletronicamente. Para nós, ainda parece uma realidade do futuro. Mas basta que o Governo, ou uma iniciativa como a da NEPSI nos Estados Unidos, apareça para que o cenário mude rapidamente, pois a tecnologia já está disponível no mercado.
E as vantagens seriam inúmeras. O e-prescribing pode melhorar a eficiência no atendimento, diminuir erros e melhorar a obediência aos formulários de gerenciamento médicos. Além disso, oferece informações importantes de apoio à decisão médica, com opções de escolha de medicamentos, alternativas para um medicamento receitado, possíveis efeitos colaterais, informações sobre a droga que está sendo receitada, alertas sobre erros de dosagem, entre outras informações.
Em uma pesquisa com médicos que usam e-prescribing, de acordo com o blog Informática Médica no PSF, 75% dos médicos indicam que o sistema eletrônico pode diminuir erros, 70% cita aumento de produtividade, 60% indica potencial em diminuir recusas a ajudar paciente a assumir mais responsabilidade, e 50% acredita que pode diminuir o tempo de consulta e o número de pacientes que procuram serviço sem necessidade.
Se as vantagens são tantas, por que ainda não está sendo disseminado com tanta força? As dificuldades parecem estar centradas principalmente nos custos. E é por isso que a iniciativa da NEPSI em oferecer um software gratuito merece tanto destaque. Muito provavelmente, o grupo por trás se responsabiliza pela manutenção do sistema,uma das partes mais importantes e que implica em altos custos.
Atento à qualidade do sistema de saúde de seu país, o Serviço Nacional de Saúde da Escócia (NHS) tem investido na melhoria dos serviços oferecidos aos cidadãos escoceses. Para alcançar esse objetivo, decidiu integrar todo o sistema de saúde do país. Sua mais recente aposta foi a ferramenta Ensemble, em associação ao sistema TrakCare, solução já utilizada no país – ambas ferramentas da InterSystems.
Mas como essas ferramentas serão capazes de integrar um país inteiro?
De acordo com a Better Health, Better Care Action Plan and the eHealth Strategy 2008 – 2011, a Ensemble facilitará a gestão de serviços, uma vez que melhora o fluxo de informações clínicas e não-clinicas entre todos os envolvidos no setor da saúde – hospitais, laboratórios, clínicas, seguradoras e operadoras de assistência médica – trazendo mais eficiência e qualidade aos processos. Consequentemente, beneficiará o paciente escocês, aumentando a segurança no fluxo de seus dados assim como de seus resultados clínicos.
Já o sistema TrakCare, permite maior agilidade no atendimento, além de dar assistência aos profissionais de saúde. Trata-se de um sistema avançado de informação de saúde centrada no paciente. Ou seja, um único prontuário médico eletrônico, que pode ser acessado pelos profissionais de saúde, no ponto de atendimento ao paciente, independentemente do local em que o prontuário tenha sido gerado. Dessa forma, o paciente será atendido em todo território nacional com todas as informações e histórico ao alcance de qualquer médico.
O aprimoramento e a busca pela eficiência nos atendimentos e na qualidade dos serviços prestados poderão tornar a Escócia um exemplo a seguir, inclusive para o Brasil.
E você, o que acha? Diante dos investimentos em saúde na Escócia, acredita ser possível a integração do sistema de saúde em todo o território brasileiro?
Em breve você vai poder dizer apenas seu nome em um hospital da rede pública para ter acesso a um banco de dados completo com seu histórico médico. Todos os seus exames, receitas médicas e demais informações ficarão disponíveis para serem consultados via internet, de qualquer lugar. Isso é, se o projeto de lei PLS 474/08 for aprovado! Ele já está em trâmite no Senado para alterar a Lei nº 8.080, também conhecida como Lei Orgânica da Saúde. Com o projeto aprovado, haverá a implantação de um sistema integrado entre todos os hospitais que atendem pelo SUS.
Enquanto isso não acontece, o primeiro passo para o projeto de lei já está dado: alguns hospitais do país já têm adotado a tecnologia do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), um sistema desenvolvido pela InterSystems, em parceria com médicos e enfermeiras. Com ele, além de melhorar a qualidade do atendimento, o hospital diminui o uso do papel e reduz custos com materiais e medicamentos, tornando a gestão mais eficiente e sustentável. Já são cinco instituições públicas de saúde que contam com o sistema, mais de 7 mil profissionais que o acessam via internet todos os dias, contabilizando 1,7 milhão de prontuários registrados.
O Hospital Regional da Asa Norte, situado em Brasília (DF), foi o mais recente a adotar o PEP, que foi implementado em apenas 75 dias. Desde a última quarta-feira, todos os processos de atendimento no hospital passaram a ser geridos por meio de prontuários eletrônicos, desde a entrada do paciente no hospital até a prescrição feita pelo médico.
O projeto da InterSystems prevê ainda a implementação de prontuários eletrônicos em 17 hospitais e 63 centros de saúde, até maio do ano que vem, levando esse benefício a aproximadamente 2,5 milhões de brasileiros. No futuro, o sistema poderá se estender a farmácias e consultórios. “Conseguimos reduzir em 50% o desperdício de medicamentos e sua má administração”, explica Fernando Vogt, diretor de Negócios em Saúde da InterSystems. Segundo ele, os benefícios do sistema paperless vão além da redução de custos: “Também reduzimos o número de exames realizados sem necessidade pelos pacientes, o que gerou uma boa economia de recursos e tempo”.
Para saber mais sobre o prontuário eletrônico e outros assuntos relacionados é só acompanhar o nosso blog.
O uso da TI no setor da saúde tem gerado benefícios a todos envolvidos – hospitais, clínicas, laboratórios, seguradoras e operadoras de assistência médica – dando maior agilidade, eficiência e qualidade aos processos.
A informatização do setor está em ritmo acelerado devido a entrada do padrão TISS (Troca de Informações de Saúde Suplementar), responsável pela padronização de guias e demonstrativo de pagamentos entre as operadoras de planos de saúde e prestadores de serviço. Esse padrão é uma exigência da ANS (Agência Nacional de Saúde) em concordância com as normas da ABNT no que diz respeito à informatização do setor de saúde.
Em matéria publicada na revista TI Inside, é possível entender como a TI fornece soluções para atendimento de pacientes e auxilia na gestão hospitalar, clínica ou laboratorial, inclusive reduzindo custos.
Para saber mais sobre o assunto, basta visualizar abaixo a matéria na íntegra ou então visitar a página do Saúde Conectada no Scribd, caso esteja vendo esse post por um leitor de feeds.
TI Inside – Prescrição: Use TI na saúde!
















